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quarta-feira, setembro 29

Mesmo os loucos têm direito a gostar de alguém, e este blog acabou de chegar ao extremo da loucura!

Texto publicado ontem (2010-09-28) no meu fotolog, e apagado horas depois.
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Se vai ser assim, então que seja como deve ser. Se vai acontecer, então que não seja precipitado. Quero que valha a pena, porque se acontecer contigo não quero que seja apenas uma fase. Não quero que sejam uns abraços aqui, uns beijinhos ali, e passou. Não quero que sejam apenas uns amassos e umas noites bem passadas. Quero que aconteça. Não quero dar passos em falso. Não quero que existam fantasmas. Quero vencer os medos. Quero ter a certeza. Se vou cair nesta armadilha, quero que me faças feliz. Quero um conto de fadas. Quero um príncipe, cavalos brancos e bruxas más que não chegam para acabar com a história. Porque me vou apercebendo de que nunca haverá muralhas que te resistam, quando no fundo já és o rei do meu castelo. Quero que passemos por todas as maçãs envenenadas, por todos os sonos centenários, por todas as torres e todos os feitiços. Se isto é para ser, então quero que saibas quem sou. Quero que saibas que sou alérgica a azeitonas, que demoro anos no banho por causa do meu cabelo, que não sei mesmo cozinhar, que aguento muito pouco na bebida (sobretudo se fôr vinho), que tenho bruxismo, que por vezes me faço de superior para fingir que não estou roidinha por dentro, que pretendo passar uns anos da minha vida a estudar, que adoro a praxe, sou viciada em chocolate, odeio comida sem sabor, tenho dias que sou hipocôndríaca, gosto de sair à noite e divertir-me à séria, sou preguiçosa, tropeço nos meus pés, nos dos outros e até em pedras que não existem e odeio espelhos nos quartos. Não sou extremamente popular, em conversas de circunstância só sorrio porque nunca sei o que dizer, não cumprimento as pessoas que não conheço, a maior parte dos dias visto a primeira coisa que me vem à mão, sorrio só quando tenho de sorrir, respondo mal às pessoas quando me estão a chatear, mando um berro no café ou onde quer que seja se algo não estiver bem, não sou extremamente sensata, nem extremamente bem comportada, nem seguidora de regras de etiqueta. Se gostares de mim assim, então fala comigo. Porque contigo não quero ilusões. Nem desilusões. Porque tu és indefinível. E admito que tenho medo da tua imprevisibilidade (acho que isto existe). E da tua história. E que depois de um passo para a frente, dêmos dez para trás. Porque admito, adoro a maneira como és igual a mim. Adoro a maneira como sorris, esses teus olhos pequeninos que ao longo do dia te custam a manter abertos. Até o facto de seres uma borboleta social eu adoro! E eu vou arrepender-me deste texto, tantas vezes! Mas és fácil para uma pessoa se apaixonar. E se eu me vou apaixonar, então que valha a pena."

E agora digo mais: não quero conversas lamechas, nem alguém que está sempre colado a mim, nem demasiadas demonstrações de afecto em público (nhéca), nem passar 24 horas por dia às mensagens ou aos telefonemas, nem estar sempre a ir ter contigo ou tu a vires ter comigo. Mas, se me vou apaixonar por ti, então quero saber de ti, quero não me sentir chata se resolver partilhar um momento do meu dia contigo, quero saber se estás bem, quero saber se gostas de mim, não quero passar semanas sem notícias tuas. Não quero; não quero mesmo! E agora que vou passar mais umas noites sem dormir por publicar isto, que seja o que tiver de acontecer.

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